O 1º Lugar no Centelha PE: Parem de Vender Tela e Aprendam a Executar
Equipe Sayoeditado por Vinicius Yokoyama11 de setembro de 20263 min de leitura
A Facepe acabou de homologar os 47 aprovados do Centelha PE. A SaYo cravou nota máxima na primeira fase e engoliu o primeiro lugar em IA para gestão de empresas. E a reação da média das startups locais é tentar descobrir como deixar a interface de seus próprios aplicativos mais amigável. É por isso que os editais separam quem resolve o problema de quem só cria mais burocracia.
O que aconteceu
Dia 5 de agosto. A Facepe liberou a lista final do edital 32/2025. Foram 47 projetos aprovados com subvenção de até R$ 86,6 mil, e outros 53 na fila de espera. A SaYo levou nota máxima na Fase 1 e garantiu o topo absoluto entre as propostas de Inteligência Artificial para gestão de empresas. Como se a banca avaliadora não aguentasse mais ler pitch de sistema que exige manual de instruções e semanas de treinamento.
O que isso significa?
É basicamente a validação técnica de que o modelo de vender a ferramenta pra você executar o serviço está falido. E o único pensamento que passa pela cabeça da maioria dos fundadores é como aprovar a próxima funcionalidade do seu software — mais do mesmo sendo vendido como inovação só porque é uma aba de navegador nova. Guys, esse é o motivo de tanta startup queimar dinheiro público e morrer na praia. Vocês gastam o dinheiro da subvenção desenvolvendo dashboards que o cliente vai abandonar no segundo mês porque dão dor de cabeça. É entregar a vara e ensinar a pescar para quem só quer o peixe e está disposto a pagar por isso. O maior problema disso tudo é que as próprias empresas já estão desenvolvendo seus sistemas e ferramentas, substituindo os CRMs atuais por algo que elas mesmas montaram para suprir suas necessidades. Mas pensa comigo: trocar o aplicativo e continuar fazendo exatamente as mesmas atividades é inovar só porque você criou o software?
Minha opinião:
Enquanto isso, a nossa aprovação em primeiro lugar reforça o óbvio: a demanda real, até para quem analisou quase 2000 projetos, é pela execução autônoma e invisível. Nós não fomos lá prometer mais um SaaS que vai dar trabalho para o usuário. Ninguém quer perder três horas alimentando um sistema de gestão. Pra isso que a gente entrega o back-office operando sozinho, os dados processados e a tarefa finalizada no mudo. As pessoas querem a dor de cabeça resolvida e é exatamente isso que nós entregamos. Estou mostrando o que a banca aprovou na SaYo, mas a maioria vai fechar esse texto, ignorar o aviso e voltar a codar botão inútil para um aplicativo que o cliente vai usar por dois meses e nada mais. Continuem programando o próprio fracasso. E para aquele 1% que entendeu a minha mensagem, o macete é arrancar o trabalho da mão do cliente — eles nem sabem que isso é possível. Fui.