O dado é da empresa, não de quem criou a conta
Equipe Sayo11 de setembro de 20262 min de leitura
Numa plataforma anterior, apagar um usuário apagava o histórico da empresa junto. A Sayo nasceu com isso resolvido no banco.
Existe uma decisão que quase todo sistema de gestão toma cedo demais e sem pensar: a quem pertence cada linha de dado. A resposta preguiçosa é o usuário. É a mais fácil de programar, e é errada.
O que acontece quando é o usuário
Numa plataforma anterior, a empresa era uma linha na tabela de usuários, e tudo que ela tinha pendurava nela em cascata. Funcionava. Até o dia em que alguém apagou um usuário e levou junto o histórico inteiro da empresa: lançamentos, notas, contratos.
Não foi um bug. Foi o banco fazendo exatamente o que tinha sido mandado fazer.
Como a Sayo faz
Toda tabela de negócio aponta para a empresa, e não para a pessoa. Quem criou o registro fica guardado à parte, sempre opcional, e sair da empresa não apaga nada: o registro continua, sem dono pessoal.
Pessoa entra e sai. Sócio muda, contador muda, estagiário muda. A empresa fica.
As três regras que vêm junto
- Exclusão padrão é reversível. Apagar marca a data e some da tela; o apagamento físico é um processo separado, deliberado e auditado.
- Dinheiro é decimal, nunca ponto flutuante. Ponto flutuante acumula erro de arredondamento e não representa valor financeiro.
- Toda ação relevante gera registro de auditoria com a origem. Auditoria sem origem não responde a única pergunta que importa, que é: entrou por onde.
Nada disso aparece na tela. Você nunca vai ver uma dessas regras funcionando. Elas existem para o dia em que alguma coisa der errado, e nesse dia elas são a diferença entre um susto e uma perda.